terça-feira, 1 de março de 2011

Aula de Filosofia

Karl Marx - O Filósofo


Compartilhar por E-mail Compartailhar no Orkut 03.10.2008



Autor e Co-autor(es)

Autor ROSANGELA MENTA MELLO TELEMACO BORBA - PR WOLFF KLABIN CE E FUND MED NOR E PROF

Co-autor(es) EZIQUIEL MENTA

Estrutura Curricular

Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema

Ensino Médio Filosofia História da filosofia

Dados da Aula

O que o aluno poderá aprender com esta aula

Conhecer a vida e obra de Karl Marx, sua importância para a atualidade, destacando alguns conceitos importantes de sua obra. Dado um conjunto de informações sobre a vida e obra de Karl Marx, contextualizar e ordenar os eventos registrados, compreendendo a importância dos fatores sociais, econômicos, políticos ou culturais para a formação das sociedades.

Duração das atividades

2 aulas

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Revolução Francesa e Revolução Industrial.

Estratégias e recursos da aula





"A história de toda a sociedade até hoje tem sido a história das lutas de classe."



(Karl Marx)





Iniciar as atividades dialogando com os estudantes, no sentido de registrar o que os alunos sabem sobre Karl Marx. Neste primeiro momento é importante que o Professor estimule a turma para que participe e faça o registro das concepções dos alunos sobre o tema proposto. A seguir, Professor, anote quais as curiosidades que os estudantes possuem sobre o tema e o que gostariam de discutir?













Diante das questões levantadas pela turma, irão surgir várias idéias sobre Marx. É importante neste momento, que o professor faça um desafio, ou seja, é a criação de uma necessidade para que o educando, através de sua ação, busque o conhecimento e estabeleça uma relação com os que já possuem.



Sugestões de questões que podem ser colocadas no quadro de giz para incentivar a turma sobre o tema:



• Dimensão filosófica: Quem foi Karl Marx? Quais foram suas principais idéias? Que contribuições Karl Marx trouxe para o mundo contemporâneo?

• Dimensão histórica: Em que época viveu? Qual o contexto histórico de sua vida?

• Dimensão social: Qual a relação da obra de Marx e o trabalho?









Atividade 1:





Passe este pensamento no quadro de giz:







"Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência."



(Karl Marx)





Vamos discutir esse pensamento de Marx:



Quem concorda com ele?

O que o levou a concordar ou discordar?

A sociedade influencia nossa forma de pensar ?

O homem é um ser construído socialmente? Ele influi na construção de um modelo de sociedade?



Atividade 2:



Mais alguns pensamentos de Marx:







"Nem sempre podemos abraçar a profissão para a qual acreditamos estar preparados; nossa posição na sociedade está em certa medida definida antes que tenhamos condições de determiná-la ".

"A natureza do homem é de tal maneira que ele não pode atingir a própria perfeição senão agindo para o bem e a perfeição da humanidade".





Diante das idéias levantadas, podemos perceber como Marx compreendia a importância das relações de poder para a humanidade. Para entendermos como Marx chegou a esta e outras idéias, vamos pesquisar sobre sua vida e obra.







Quais foram suas principais idéias e obras?

Que contribuições as idéias de Karl Marx trouxeram para o mundo contemporâneo?

Em que época viveu? Qual o contexto histórico de sua vida?

Qual a relação da obra de Marx e o conceito de trabalho que propõe?













A pesquisa poderá ser realizada utilizando recursos on-line tais como:





Sites gerais:



Cultura Brasileira: http://www.culturabrasil.pro.br/marx.htm

Comunismo: http://www.comunismo.com.br/biomarx.html

Mundo dos Filósofos: http://www.mundodosfilosofos.com.br/marx.htm



Seleção de pensamentos de Marx:



Frases famosas: http://www.frasesfamosas.com.br/de/karl-marx/pag/2.html

Pensador.Info: http://www.pensador.info/p/principais_pensamentos_filosoficos_de_karl_marx/1/





Atividade 3:









Vamos assistir a este vídeo que apresenta a vida de Karl Marx e iniciar as discussões sobre os assuntos pesquisados pelos estudantes, utilizando uma técnica de apresentação.



O site Youtube apresenta, pelo menos, 140 vídeos que abordam sobre Karl Marx. Selecionamos este para iniciar as atividades, disponível em: http://br.youtube.com/watch?v=2jDzEaED9To&eurl=http://www.viuvideos.com/video/2jDzEaED9To/karl-marx

















Fonte: http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2008/03/marx2.jpg











O professor coordenará a atividade.

Os grupos deverão eleger o seu representante para apresentar a pesquisa.

O professor dividirá os temas da pesquisa entre os grupos, para que não se torne repetitiva a apresentação, de forma que cada grupo terá um aspecto da vida e obra de Marx para apresentar.

É importante que seja combinado, antecipadamente, o tempo de cada expositor e em que momento os demais estudantes da classe participarão (após cada expositor ou no final da exposição de todos os grupos).

O professor inicia a atividade passando a palavra para o primeiro expositor e assim sucessivamente. Os demais deverão anotar os aspectos importantes para a discussão, conforme acerto anterior.

Abre-se um espaço para discutir as idéias, conforme o combinado.

Após o término das discussões o professor faz uma síntese de cada tópico apresentado e das principais idéias da turma. É importante que neste momento seja apresentado um contraponto das discussões com a apresentação do vídeo.

Recolher as pesquisas, fazendo a revisão do texto que será utilizado na composição do informativo.











É chegado o momento em que o aluno expressa os conhecimentos encontrados para a problematização inicial. Passaremos a elaboração teórica da síntese, isto é, da nova postura mental. Os estudantes deverão elaborar um texto dissertativo que expresse suas reflexões sobre o tema proposto. Sugira alguns pensamentos de Marx para incentivar a reflexão:







"Do mesmo modo que não podemos julgar um indivíduo pelo que ele pensa de si mesmo, não podemos tampouco julgar estas épocas de revolução pela sua consciência, mas, ao contrário, é necessário explicar esta consciência pelas contradições da vida material, pelo conflito existente entre as forças produtivas e as relações de produção."



(Karl Marx)







Para sintetizar o que seu amado amigo pensava sobre Marx, Engels proferiu uma emocionada oração fúnebre (COMUNISMO, 2008):







"Marx era, antes de tudo, um revolucionário. Sua verdadeira missão na vida era contribuir, de um modo ou de outro, para a derrubada da sociedade capitalista e das instituições estatais por estas suscitadas, contribuir para a libertação do proletariado moderno, que ele foi o primeiro a tornar consciente de sua posição e de suas necessidades, consciente das condições de sua emancipação. A luta era seu elemento. E ele lutou com uma tenacidade e um sucesso com quem poucos puderam rivalizar. Marx foi o homem mais odiado e mais caluniado de seu tempo. Governos, tanto absolutos como republicanos, deportaram-no de seus territórios. Burgueses, quer conservadores ou ultrademocráticos, porfiavam entre si ao lançar difamações contra ele. Tudo isso ele punha de lado, como se fossem teias de aranha, não tomando conhecimento, só respondendo quando necessidade extrema o compelia a tal. E morreu amado, reverenciado e pranteado por milhões de colegas trabalhadores revolucionários - das minas da sibéria até a califórnia, de todas as partes da europa e da américa - e atrevo-me a dizer que, embora, muito embora, possa ter tido muitos adversários, não teve nenhum inimigo pessoal"

















A vida e obra de Karl Marx é um tema que merece ser discutido e entendido por todos. É muito importante, neste momento, que cada indivíduo faça uma reflexão sobre os temas estudados e eleja o que considera mais relevante, sobre este autor. Sugerimos que sejam registrados no formato de um informativo da vida, obra e contribuições de Marx, para ser afixado no edital da escola. (esta atividade pode ser realizada em grupos, mas agora organizados de tal forma que o novo grupo tenha participantes de todos os grupos da pesquisa anterior).













Toda a atividade precisa ser acompanhada, no sentido de percebermos o nível de aprendizagem e de elaboração de conceitos diante do tema proposto. Oriente o estudante para ler atentamente a ficha abaixo de auto-avaliação e indique o nível em que se enquadra. É opcional colocar valores em cada nível.



COMO VOCÊ, SITUA-SE DIANTE DAS SEGUINTES QUESTÕES?



















COMUNISMO. Karl Marx. Disponível em http://www.comunismo.com.br/biomarx.html , acessado em 31/08/08.

FRASES FAMOSAS. Karl Marx. Disponível em http://www.frasesfamosas.com.br/de/karl-marx.html, acessado em 07/09/2008







Recursos Complementares

Roteiro de pesquisa para aprofundamento de conteúdos. Karl Marx: biografia intelectual e política; alienação; materialismo e o processo histórico; o capital e a exploração; classes sociais e luta de classes; o Estado e o fim do político.

Avaliação

A avaliação também será realizada no decorrer das atividades, inicialmente observando a formação de conceitos dos estudantes, analisando seus questionamentos e intervenções, procurando, através do diálogo, perceber se houve apropriação dos conteúdos propostos e uma mudança de postura frente aos problemas levantados, no que se refere à superação de idéias do senso comum para a dimensão filosófica. O professor acompanhará fazendo leitura das produções dos estudantes, sugerindo as intervenções necessárias, incentivando leituras e a retomada de conteúdos, se necessário. Sugerimos que as dissertações produzidas sejam trocadas entre os alunos, para a leitura das produções dos colegas, de tal forma que cada um possa contribuir com o outro, apresentando sugestões para melhor compreensão do texto. É um ótimo momento para se trabalhar a produção colaborativa. A seguir o professor poderá recolher os textos para fazer as suas intervenções.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O futuro ameaçado



Passamos tempo demais fazendo estragos na educação sem pagar a conta.  O sucateamento da educação foi-se fazendo aos olhos e sob a conivência de grande parte da sociedade. Enquanto os educadores alertavam e lutavam, heroicamente, em defesa da educação, os poderes constituídos não davam a importância devida. Agora, as conseqüências começam a aparecer.

Pois, com tantos estudiosos de educação espalhados por esse país imenso, poucos se dedicaram à luta pela mudança de paradigmas de uma sociedade que não valoriza o professor.  Se desejarmos ter futuro, na questão da educação com qualidade é imprescindível e impostergável tornarmos a profissão  mais atraente aos jovens.

Os baixos salários, condições precárias de trabalho, turmas lotadas e ter que dar aulas para muitas turmas estão entre os principais fatores que desestimulam professores e estudantes.

A profissão anda tão em baixa que a CESMAC (Centro de Estudos Superiores de Maceió), a maior rede privada, fechou o curso de Licenciatura em Matemática porque não havia alunos suficientes.

Para reforçar o problema da questão salarial, destaco a afirmação de um aluno do 3º ano do ensino médio, que gosta de matemática, mas não quer ser professor: "Não sei ensinar. E não dá dinheiro" - diz o estudante.

No momento em que se fala tanto em qualidade da educação, a questão atual que se coloca é: quem serão os professores do futuro?

A verdade é que precisamos, urgentemente, tornar a profissão de professor mais atraente, principalmente, com o pagamento de melhores salários. Esse é o ponto central; outras afirmativas são apenas malabarismos de retórica de quem quer desviar o foco.

A falta de candidatos às licenciaturas é assim explicada pelo diretor de matemática e estatística da USP: "O desprestígio não está na Universidade. Está na sociedade que desvaloriza o professor."

Finalmente, enquanto os governos continuarem a olhar a educação de forma simplista (para não dizer simplória), achando que devaneios como a meritocracia é a solução mágica, o futuro da educação continua sendo enigmático, se é que podemos pensar em futuro...

Material de apoio:
- Notícias publicadas no site do CPERS/Sindicato
- Leituras diversas.
*Siden Francesch do Amaral
Diretor e Representante 1/1000 do 14º Núcleo do CPERS/Sindicato - São Leopoldo
SUBSCREVENTE:
César Sor da Paz Augusto do Nascimento Moura


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

CAMPANHA SOBRE RACISMO MEXE COM A SOCIEDADE!

Campanha sobre racismo nas escolas será "puxão de orelha" na sociedade, diz secretária PDF Imprimir E-mail
02-Dec-2010
Em um Mundo de Diferenças, Enxergue a Igualdade. Esse é o tema de campanha lançada no dia 29 de novembro pelo Ministério da Educação (MEC) e a Unicef para alertar sobre o impacto do racismo nas escolas e promover iniciativas para a redução das desigualdades.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que das 530 mil crianças entre 7 e 14 anos fora da escola, 330 mil são negras. O índice representa 62% do total. Para a subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira, a iniciativa é um "puxão de orelha na sociedade em geral e nos responsáveis pelas políticas públicas para o setor", porque chama a atenção para a criminalização da adolescência negra no país.
A campanha tem como fundamento as dez maneiras de contribuir para uma infância sem racismo. Entre elas, o incentivo ao comportamento respeitoso e à denúncia, além da lembrança de que racismo é crime inafiançável.
- Educação é mais do que aprender a ler, escrever e contar. É aprender a viver junto, a não se intimidar diante da opressão e encontrar na vida forças para enfrentar resistências - afirmou o secretário de Educação Continuada do MEC, André Lázaro durante entrevista à Agência Brasil.
A campanha terá dois filmes, de 27 segundos e de 30 segundos, veiculados na televisão e na internet. Foi criado também um blog, no endereço www.infanciasemracismo.org.br. Na página, o internauta vai poder contar também histórias de sucesso ou de discriminações que tenha sofrido ou presenciado. O blog ficará no ar durante um ano, tempo de duração da campanha. (Fonte: O Globo)

A questão étinico-racial na educação: CNE está aberto o debate

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02-Dec-2010
Antonio Carlos Caruso Ronca
Presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE)
Francisco Aparecido Cordão
Presidente da Câmara de Educação Básica do CNE
Nilma Gomes
Relatora do parecer nº 15 da Câmara de Educação Básica do CNE

Recentemente, a Câmara de Educação Básica (CEB) aprovou, por unanimidade, o parecer CNE/CEB nº 15/2010, com orientações quanto às políticas públicas para uma educação antirracista, no qual faz referência ao livro “Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato.
O referido parecer foi elaborado a partir de denúncia recebida, e no seu posicionamento apresenta ações e recomendações; dentre estas, reafirma os critérios anteriormente definidos pelo MEC para análise de obras literárias a serem adotadas no Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE).
Em nenhum momento a CEB cogitou a hipótese de impor veto a essa obra literária ou a outra similar, impondo qualquer forma de censura, discriminação e segregação, seja com relação a grupos, segmentos e classes sociais, seja com relação às suas distintas formas de livre criação, manifestação e expressão.
O CNE entende que uma sociedade democrática deve proteger o direito de liberdade de expressão e, nesse sentido, não cabe veto à circulação de nenhuma obra literária e artística. Porém, essa mesma sociedade deve também garantir o direito à não discriminação, nos termos constitucionais.
Reconhecendo o importante valor literário da obra de Monteiro Lobato, especificamente do livro “Caçadas de Pedrinho”, mas também sendo coerente com todos os avanços da legislação educacional brasileira, o parecer discute a presença de estereótipos raciais na literatura e apresenta sugestões e orientações ao MEC, à editora e aos que atuam na formação de professores.
Uma dessas orientações é a de que a editora tome o mesmo cuidado em relação à temática étnico-racial como o que já foi adotado em relação à questão ambiental no livro, sugerindo a inclusão, na apresentação, de uma nota de esclarecimento, a fim de contextualizar a obra, sem perder de vista o seu valor literário.
Mais do que focar a análise no autor em si, o que está em questão é colocar em pauta a necessária discussão sobre a temática étnico-racial na educação e sua efetivação como política pública.
O CNE está aberto ao debate. A repercussão do seu posicionamento revela o quanto ainda é preciso falar sobre a questão racial e discutir formas de superação do racismo e o quanto esse é um tema de interesse nacional.
Os receios, as ressalvas e os apoios feitos ao parecer são compreendidos pelo CNE, especialmente no que tange à necessidade de se contextualizar obras clássicas.
Entendemos que, assim como é importante o contexto histórico em que se produziu a obra, tão ou mais importante é o contexto histórico em que se produz a leitura dessa obra. É preciso considerar quem são os leitores e que efeitos de sentidos, usos e funções serão atribuídos a determinada obra na atualidade. A obra permanece, mas os leitores e a sociedade mudam.
É em função desse novo contexto que cabe, sim, interrogar em que condições a sociedade e, sobretudo, a escola lerão obras produzidas em momentos nos quais pouco se questionava o preconceito racial e o racismo. O propósito central do parecer e do CNE é, portanto, pautar a questão étnico-racial como tema relevante da educação nacional.
O artigo foi publicado no jornal Folha de São Paulo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Martinália Canta Conto de Areia


Na semana da Consciência Negra vamos lembrar Clara Nunes com Martinália - duas mulheres guerreiras! - Então canta! - Conto de Areia!