quinta-feira, 12 de maio de 2011

JUVENTUDE NEGRA E ORGANIZAÇÃO MARXISTA DE LUTAS


Porto Alegre, 25 de março de 2009










JUVENTUDE ESTUDANTIL
- HIP HOP, EDUCAÇÃO, ORGANIZAÇÃO E LUTAS -











Associação Latino-americana de cultural negra e indígena

PREFÁCIO

Pela organização socialista da Resistência Sul, do movimento de Consciência Negra, do Movimento Hip Hop, da Periferia e da Juventude Negra e indígena
Pela Associação Latino-americana de cultura negra e indígena e pela liberdade, igualdade, fraternidade e autodeterminação dos povos da América Latina


MANIFESTO pela União da Juventude Brasileira e latino-americana, estudantil e trabalhadora pelo socialismo, pela liberdade, pela esperança, por trabalho, em defesa da água do planeta, pela dignidade e pelos direitos humanos e socioambientais; contra a dominação imperialista do capitalismo e o “Globalitarismo” – processo que anula a diversidade, a identidade e a  autodeterminação dos povos e nações.
Milhares e milhares de jovens, homens e mulheres, lutam mundo a fora todos os dias para melhorarem suas condições e qualidade de vida. Vão à busca de melhores dias e perspectivas de futuro melhor. Marcham por cidadania, contra a indiferença, contra o racismo, o preconceito e a discriminação, lutam contra a homofobia, a xenofobia e a intolerância.
É necessário construir uma organização que estando no sul, mesmo assim, possa ser uma alternativa para o conjunto da juventude brasileira, latino-americana e mundial. O socialismo precisa ser difundido bem como as suas formas de organizações, de lutas, produções e agitações. Uma geração inteira foi alijada dessa teoria social que pode instrumentalizar as pessoas na busca de mudanças do mundo e suas relações pare melhor. Nem tudo está perdido vamos juntar as forças e acreditar na juventude.
A juventude é e deve ser a grande participante e protagonista desse processo de lutas e transformações, através das suas organizações, livres e independentes, buscando aliança e unidade das suas entidades, tais como grêmios estudantis, uniões municipais, estadual e nacional de estudantes secundaristas; centros acadêmicos, diretórios acadêmicos e DCEs, UEs e a UNE – União Nacional de Estudantes. Além disso, é preciso reconhecer e respeitar organizações como a Resistencia Sul – Hip Hop e Educação e o Movimento de Consciência Negra Palmares que por seus turnos devem difundir e defender o socialismo em nome da causa que defendem a população negra, mestiça e explorada e humilhada todos os dias pelo sistema capitalista.
A tendência das lutas da juventude da periferia hoje é colocar o socialismo como uma alternativa viável diante do impasse e da crise irreversível do capitalismo, cuja estratégia é, desenvolver e fortalecer a organização em torno do socialismo, das entidades, dos grupos e das pessoas da periferia em regime de urgência, fazendo a difusão e profusão das ideias libertárias e alternativas à ganância capitalista e da burocracia da “esquerda” fajuta que já faz tempo traiu as lutas da nossa juventude e da nossa gente tão sofrida..
A tendência também deve ser de um período de estudo e preparação, de reflexão e ação, principalmente na divulgação de novas ideias, de alternativas de organizações das lutas, intervenção através de debate e exposições de ideias e saídas, formarem alianças e unidade com outros setores explorados e esquecidos da classe trabalhadora, contra uma camarilha que suja as mãos com o poder e se locupletam e querem mais que o capitalismo perdure e esmague nossas cabeças.
Todos nós, homens e mulheres, somos parte do movimento da juventude negra que luta por seu protagonismo e redenção social, econômica e cultural. Por isso estamos convocando todos os lutadores e lutadoras, que venham conosco construir uma caminhada de futuro para toda a população trabalhadora brasileira, que venham estudar, debater e fazer uma experiência a partir da superação das limitações políticas; que venham crescer juntos e que possamos em conjunto dar um novo sentido e muito melhor para a vida. Conclamamos aqueles que trabalham e estudam e também aqueles desempregados e sem oportunidade de ensino e qualificação. A União faz a força e a organização nos dá a vitória.
A queda capitalista
Assistimos a maior crise capitalista de alcance mundial dos últimos tempos. Desde a grande depressão dos anos 1930, que conduziu o mundo ao massacre da Segunda Guerra Mundial não se viu algo assim.
Embora a fase mais alta tenha sido em 2009 não está descartado erupções maiores, uma vez que o continente europeu continua borbulhando depois dos acontecimentos na Grécia. Observamos todos os dias uma cadeia de crises que se desenvolve e que bem analisado percebe-se que isso vem lá dos anos 60, a crise se desenvolve como uma bola de neve e se abate como um efeito dominó.
Os acontecimentos do Egito, janeiro de 2011, têm mostrado que as medidas do capitalismo para abafar a crise já estão ineficientes, que mesmo entregando o governo como foi feito nos Estados Unidos, não vai ficar nada resolvido, nem melhorar. A cada dia aumenta mais a crise. O que falta no Egito é um pequeno grupo que tenha estudado, refletido, se organizado e tenha tomado a decisão pelas massas exploradas e que deseja tomar o poder e construir uma sociedade socialista. É preciso existir pessoas revolucionárias, que tenham condições de criar e apresentar novas ideias.
Agora os episódios são mais catastróficos, como evidencia o crescimento sem precedente da fuga de dinheiro e da incessante onda de quebradeira de bancos e de indústrias, a desarticulação e derrubada do comércio mundial, e, por último, a quebradeira financeira dos tesouros estatais. As reservas estão sendo usadas para tentar salvar as empresas capitalistas incompetentes, exploradoras e criminosas, além dos banqueiros e todo o sistema financeiro capitalista.
A classe trabalhadora, explorada e massacrada, em especial a juventude da periferia estão recebendo nas costas as pauladas mais violentas da crise capitalista. É a primeira que é despedida e tenta sobreviver do subemprego, do trabalho precário e da desqualificação profissional. Sofre com o encarecimento dos cursos de nível técnico e profissionalizantes, além disso, sofre com a evasão e o abandono escolar, e, o que é mais grave ainda, sofre com o incremento do narcotráfico e as drogas, que destrói física e moralmente a juventude em seu momento mais sublime de criação, autocriação, produção e de geração de  trabalho e renda.
O desemprego e a subemprego têm alcançado percentuais preocupantes da crise em curso, muito piores que os do passado: 18%, por exemplo, nos Estados Unidos, ou seja, 23 milhões de trabalhadores; mais de 20% na Espanha; em torno disso está a Argentina: mais de dois milhões de pessoas. A mais golpeada é a juventude, cerca de 50% desses percentuais. O Brasil, por seu turno tem 35 milhões de jovens que até 24 anos ainda não consegui o seu primeiro emprego e mais 35 a 37 milhões de jovens que trabalham em regime de semiescravidão e ou em situação de subemprego. Os empregos que aparecem não supridas as suas vagas, pois as pessoas não têm qualificação.
A tentativa de satisfazer a ganância capitalista através da cobrança de mais impostos das populações e da utilização da grana dos bancos centrais deixa nítida a perspectiva política mais eminente, que é a quebra dos estados e o enfraquecimento em grande escala das principais moedas do mundo.
A vinte anos da derrota do “comunismo” (expressão falaciosa para encobrir o anticomunismo stalinista), caem as mascaras da questão histórica central de nossa época: O esgotamento e a derrocada do capitalismo, pois, mostra que o “comunismo” fracassou por que não consegui se desenvolver suas próprias premissas, sua própria essência, ou seja, adquirir um caráter mundial e a possibilidade de desenvolver-se nas nações mais desenvolvidas. O capitalismo se esgota como consequência dos seus próprios fundamentos: a exploração social, a propriedade privada, as rivalidades entre estados, a competição em detrimento da cooperação, a fragmentação da especialização e da produção. Seu espectro se encontra na nação que é seu paradigma histórico. Quando a chamada globalização decidiu e descreveu como certo o domínio mundial do capitalismo parecia chegar ao seu ponto principal, porém apareceram todas as suas contradições, que são as mesmas do capitalismo, isto é, capitalismo e globalização se fundem e se confundem!
Agora os Estados estão empenhados em descarregar a crise do capitalismo nas costas dos trabalhadores e trabalhadoras das regiões periféricas do mundo, também são buscadas as nações mais frágeis em todos os continentes para salvar a crise do capitalismo. A pressão maior se exerce sobre as nações que embarcaram a cerca de 20 ou 30 anos num processo de restauração capitalista, é o caso do leste europeu, da China e do Brasil na América Latina, que não têm cacife para resolver tamanho problema mundial, quem deveria fazer isso seriam os países centrais da Europa e os Estados Unidos, porém, nem mesmo eles conseguem.
Uma confusão muito grande tomou conta do mundo, do ponto de vista das ciências sociais e políticas que terão que encontrar um jeito de explicar as crises vivenciadas hoje no mundo; que não tem uma alternativa para o capitalismo em farrapos? Fato curioso é que o capital estatal em várias partes do mundo foi tomado pelos capitalistas para salvar os seus negócios, em especial, bancos e empresas. Outro fator importante que ficou visível, em muitos casos o negócio privado virou estatal e as moedas nacionais foram privatizadas para salvarem os negócios dos capitalistas. As elites tomaram conta de tudo, como se fosse uma revolução social. Se eles se salvarem como fica a vida das classes trabalhadoras? Existe futuro num mundo assim para quem vivem do próprio trabalho, dos seus pés e mão, dos seus olhos, nervos e cérebro?
As saídas capitalistas para a crise representam mais miséria, mais desemprego, mais falta de saúde, de alimentos e mais guerras. É necessário desenvolver uma saída anticapitalista, que termine com esse regime social de exclusão e opressão e abra um caminho para a construção de uma alternativa socialista. A situação atual mostra que as condições ideais então criadas, a envergadura da derrocada capitalista mostra que as premissas materiais para uma transformação radical estão prontas.
Nossa América
A América Latina, precisamente por que é o pátio traseiro do imperialismo norte-americano, se encontra no coração da crise mundial. As burguesias nacionais dos estados latino-americanos gozam de uma euforia fictícia, um falso otimismo, em consequência da alta especulativa dos preços internacionais de suas matérias primas – prestem atenção: preços altos das suas “matérias primas” (sem valor agregado nenhum) vão acabar! – e o fluxo de capital (efeito andorinhas), vai a matéria prima e volta capitais, também a baixa do dólar faz com que o poder de compra seja maior causando um sentimento de satisfação e conforto, mas que na verdade são momentâneos do ponto de vista histórico, mais especificamente.
O aumento das populações excluídas tem gerado bolsões de miséria fantásticos, falta assistência odontológica e qualificação. Nas cidades já existe o fenômeno da população de rua de uma maneira acentuada que o Estado não consegue resolver. As bolsas-assistenciais já não resolvem nada e mesmo assim em alguns países são cabos-eleitorais de muitos políticos. Na década de 1990 era comum se falar em “Sem teto” (na cidade) e “Sem Terra” (no campo). Hoje, entretanto, a população de e na rua, que perambula de cidade em cidade, pelas estradas e campos já é uma realidade apavorante. Daqui a pouco terão que ser acampadas como na Faixa de Gaza, no Oriente, no Haiti e no Rio de Janeiro, considerando que o desequilíbrio ecológico, pressão atmosférica, aquecimento e efeito-estufa, são causas e consequência do capitalismo industrial, comercial, financeiro, predador e depredador. Cheio de “dor”!
A queda o acirramento da crise são eminente. Não vamos, portanto, nos enganar! As manifestações populares que aconteceram desde o início do século em nosso continente, começando pela Argentina e indo até o México, “seguem presentes na consciência e na organização dos povos”. Na medida em que o imperialismo insiste em encarar a crise mundial mediante as guerras de opressão, está forçado ao mesmo tempo em impor seu controle a esse quintal. As guerras contra Iraque e Afeganistão e a que se encontra em preparação contra o Irã, explicam por que foi reativado a IV Frota por que foi instalada na Colômbia. Tem que garantir a “lealdade” dos governos e a segurança em primeiro lugar do petróleo. Outros fatores passam despercebidos, mas são importantes, tais como, a infiltração paramilitar na Venezuela e a deterioração brusca das relações com o governo de banqueiros e latifundiários do Brasil.
Chamamos a juventude gaúcha, brasileira e latino-americana a tomar consciência dessa situação e a preparar-se para uma grande luta pela defesa da independência nacional. Do mesmo modo que lhe advertimos a cerca da covardia das burguesias e classes pequeno-burguesas e movimentos nacionalistas que sempre capitularam, isto é, sempre se curvaram, se dobraram, frente às pressões imperialistas. Desde o bombardeio ao Equador por parte do paramilitar Uribe, até o espetacular fiasco da OEA e seus governos para restituir o presidente José Manuel Zelaya Rosales em Honduras, que as relações internacionais não são sérias. Eles tentam todo o tempo imaginar qual vai ser a reação dos Estados Unidos. A reunião da UNASUL em Bariloche recentemente fica compreendida como uma verdadeira incapacidade e ineficácia histórica. A União do Sul está virtualmente morta. Somente os trabalhadores do campo e da cidade, ou seja, somente os seus governos conquistarão o objeto histórico da unidade nacional da América Latina, que deve ser uma unidade socialista.
A partir de agora precisamos usar todos os meios de propaganda, agitação, aglutinação, publicação e organização para sustentar nossas lutas e concretizar nossos desejos em torno de um programa de lutas da juventude latino-americana pelo protagonismo, pela liberdade, pela esperança, autodeterminação e pelo socialismo.
Os governos latino-americanos sempre falharam com as populações urbanas, rurais e tradicionais; expulsaram a população indígena e tentaram aniquilar suas culturas e trouxeram como máquina, coisas rudes e pior que bicho, as populações negras vindas de vários lugares do continente africano, também suas culturas sofreram a tentativa de extermínio, na maioria dos casos o capitalismo, o seu sistema e regime, continua ainda com esse processo de exploração e aniquilamento. No Brasil conforme dados do AFROREGGAE, dos quatro mil jovens assassinados por ano, só pela polícia repressora do Estado, a maioria absoluta (acima de 98%) é de jovens negros, dos 14 aos 24 anos de idade.
Precisamos agir com responsabilidade em nosso tempo. Nós somos responsáveis em propor alternativas para o que está acontecendo aqui e agora. Vamos recuperar a nossa capacidade de organização e resistência. É preciso teoria, muito estudo e reflexão de forma individual e principalmente coletiva. Organizar seminários, encontros, congressos nas comunidades, regionais, nacionais e continentais. Isso só será possível com o enfrentamento dos problemas que atrasam nossas iniciativas, fator econômico e fator tempo. É isso que nos faz marcar passo num só lugar. Precisamos gerar esses recurso através de ações concretas e principalmente publicações, tais como, livros, jornais e revistas. Se não fizermos nada não vai haver futuro para nossos filhos e filhas.
O Fórum Social Mundial (FSM) é um evento altermundialista organizado por movimentos sociais de diversos continentes, com objetivo de elaborar alternativas para uma transformação social global. Seu slogan é Um outro mundo é possível. O número de participantes tem crescido nas sucessivas edições do Fórum: de 10 000 a 15 000 no primeiro fórum, em 2001, a cerca de 120 000 em 2009, com predominância de europeus, norte-americanos e latino-americanos, exceto em 2004, quando o evento foi realizado na Índia. O referido fórum foi tomado pela elite governante que o submeteu ao Banco Mundial e ao FMI e principalmente ao Fórum Econômico de Davos na Suíça. As idéias de “salvar o mundo” ou de “criar um novo mundo possível” mesmo dentro do capitalismo estão sendo rezadas conforme os interesses dos negócios, das empresas e do redirecionamento do capitalismo, mais especificamente o seu resgate e a sua salvação.

A juventude precisa se unir nas comunidades, nas escolas, nas universidades, nas praças e ruas para lutar contra a falta de trabalho, de saúde, educação, transportes, moradia e garantia de futuro. É preciso lutar contra a exploração da Amazônia, contra a exploração comercial e capitalista da água potável e demais recursos hídricos, lutar contra as bases militares norte-americanas na América Latina, contra as bases militares na Colômbia e a IV Frota, pelo levantamento incondicional do Bloqueio a Cuba, a defesa dos processos populares contra os ataques das oligarquias locais e o imperialismo. Lutar pela unidade da juventude e da classe trabalhadora pela revolução socialista em nossos países e a Unidade Socialista da América Latina. Precisamos fazer um pouco, e, muito mais do que fizeram os Panteras Negras nos Estados Unidos. Aquele foi um tempo difícil, não havia internet e o telefone era caro.
Somente por esses meios poderemos derrotar a influência exercida contra as nossas ideias de igualdade e liberdade que estão em nossos corações e mentes. A juventude da periferia necessita de organizações fortes que promovam a agitação de ideias que se rompa com esse imobilismo típico de uma reprodução cultural que na verdade favorece a classe dominante – Não podemos permitir que as consciências fiquem anestesiadas, sob pena de não haver um futuro com dignidade e humanidade. Todo o poder àqueles (as) jovens que lutam todos os dias por um mundo melhor e sonham com um mundo socialista de humanidade e respeito.
Saudamos aquelas pessoas que sonham com coisas boas para todos (as). Sobretudo, aquelas pessoas que também propõem e que aceitam este convite e tomam iniciativas sobre essas propostas, que não ficam paralisados, que não deixaram de sonhar e acreditar na humanidade, que lutam na cidade e no campo, por toda a parte da nossa querida e tão sofrida América Latina. Muito especialmente saudamos os negros, operários, mulheres, índios, velhos, crianças, adolescentes, jovens e adultos. Todos aqueles (as) que se mobilizam e mobilizam outras pessoas para acabarem com a opressão, a hipocrisia e a mentira.


A revolução estudantil
A decadência histórica do regime social capitalista se expressa através de um sistema universitário e de formação técnica a nível médio que “prepara o jovem para o Mercado de Trabalho” e não para sua comunidade, sua gente e a humanidade. Isso vai ser péssimo daqui um pouquinho. O sistema capitalista não consegue incluir todo mundo! A universidade, como ocorre com qualquer outra instituição do sistema não pode ir além dos limites históricos da classe social dominante. Além disso, dos projetos sociais terem limites, as reformas e “contrarreformas” universitárias que já assistimos quase todas ditadas pelo Banco Mundial, têm uma via de contrapartida; haverá cobrança da conta em 20 ou 30 anos.
Os capitalistas e seus governos – hoje até os governos do PT são deles! – e em especial seus teóricos, geralmente acadêmicos, economistas, diga-se de passagem, declaram que seus propósitos são unir a universidade com o trabalho, que com isso respondem com a proposta de fragmentação das carreiras, uma superespecialização de atividades, que isso iria aumentar a demanda nos cursos e atenderia o mercado cada vez mais competitivo e com novas necessidades devido ao desenvolvimento tecnológico. Tudo isso é Falso.
Assistimos a maior alienação do trabalho dos últimos tempos tanto físico como intelectual. Dentro das próprias escolas Básicas (E. Fundamental e Ensino Médio) que se tornaram “linhas de montagens” de “aliens” para o propalado “mercado de trabalho”. A escola passou a ser uma indústria de montagens de peças e máquinas para o mercado de trabalho. Foi reforçada a exploração do trabalho intelectual. O intelectual da educação foi transformado em “sacerdote”. Não há  mais respeito! Trabalha, trabalha de graça!
Há um aumento reforçado da exploração intelectual e braçal e a união da desclassificação universitária e o trabalho precário, sem direitos sociais, sem futuro e sem cidadania; passou a existir dentro de uma relação social de semiescravidão, “trabalho frio” e “temporário”. Em pleno Século XXI comprovadamente essas relações, do ponto de vista de um ideal de humanidade e futuro, são falsas.
O capitalismo fala em união, mas acaba dividindo, mediante aqueles que são enxotados dos seus empregos e aqueles que  entram no “mercado” para serem explorados até a última gota, até serem também descartados. Além disso, tem a utilização das drogas que degenera e desmoraliza a juventude que dessa forma não pode lutar por transformações verdadeiras e humanas da sociedade.
Os grupos humanos subalternos são explorados ao extremos mas não se reconhecem, não se identificam e isso não é um fenômeno por acaso. Tudo isso é pensado, “dividir para governar”. O capitalismo promove com sua política a exclusão do ser humano e consequentemente do trabalhador corporal (coração, cérebro, ossos, nervos e mentes) e do intelectual também constituído de coração, cérebro, ossos, nervos e mente. Em suas próprias bases sociais, o capitalismo é incapaz de superar o antagonismo entre trabalho e estudo, pois não reconhece o direito de um e de outro. Em oposição a esta dissociação como a união exploradora do trabalho braçal e intelectual, também em oposição a desclassificação dos títulos universitários (parece que uma Licenciatura é menos do que um Bacharelado) e a educação privada (como negócio capitalista); e, em oposição ao obscurantismo intelectual e crescente que a Juventude Negra, mestiça e explorada deve marchar. Também devemos marchar contra a hipocrisia e a exploração econômica. Vamos planejar uma revolução cultural, social e universitária que nos tire da condição de “colonizado” de subserviente do capitalismo na América Latina. A Educação faz parte dessa transformação radical, como parte da abolição da exploração capitalista, por um governo e uma elaboração política e social controladas pela classe trabalhadora e não pelas oligarquias rurais e urbanas como acontece no Brasil. Nessa linha chamamos todos a defender os direitos por uma Educação Integral e gratuita em todos os níveis, inclusive na universidade. Educação Integral e gratuita para todos(as).
Não precisamos de “inclusão no mercado de trabalho” para sofrer a exploração capitalista. Precisamos de qualificação para gerar trabalho, emprego e renda independente dessa forma velha e arcaica de exploração do ser humano que é o capitalismo. O capitalismo continua sendo uma fonte inesgotável de sofrimento, de assédio moral e sexual, de violência, de dor, tristeza e miséria para a grande maioria das pessoas. Isso precisa parar!
Fora as camarilhas da universidade, por uma universidade pública e gratuita. Fora as indústrias de diplomas, a linha de produção, a esteira e a gestão Taylorista/fordista. A Escola e a Universidade Integral, gera um sentimento de encantamento e de pertencimento nas crianças, adolescentes e jovens. Ela deve acontecer com urgência no Brasil e na América Latina, para que possamos ter uma revolução social digna e humana e não a barbárie como já está acontecendo. A violência sofrida pela juventude de hoje não pode continuar. Governantes! – Devolvam nossas vidas!
Vamos organizar as escolas e as universidades coletivamente e com democracia. Vamos nos desenvolver sobre novas bases sociais, das relações e dos direitos. Vamos desenvolver a luta política em conjunto com estudantes, as casas, as vila, os bairros e os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Precisamos promover com muita urgência a organização política do proletariado e da juventude. A queda do capitalismo mundialmente está comprovada. É uma realidade do planeta inteiro. O capitalismo saturou e estragou tudo, inclusive a água e os outros recursos naturais da humanidade.

Contra a repressão policial, os grupos de extermínios e as gangs dos capitalistas
A realidade da juventude negra, indígena e latino-americana é muito triste. Não tem o direito de “ir-e-vir”, nem de estudar, não tem trabalho e, além disso, foi submetido pelo “mercado das drogas”, “comércio ilegal de entorpecentes” e numa situação desumana e de falta de perspectivas e sonhos.
A realidade da maioria absoluta da juventude brasileira e latino-americana é a mais dura desde o nascimento da escola pública e da falta de trabalho. Centenas de jovens, moças e rapazes, são assassinados (as) por um tipo de repressão existente, e esse número está aumentando a cada ano que passa. Nas saídas de shows, partidas de futebol, nas caminhadas noturnas pelas ruas, nas baladas e em decorrência das abordagens violentas da polícia, principalmente na cabeça dos negros acionarem o gatilho fica mais fácil: “Não dá nada”! Deixando-nos um saldo de milhares de desaparecidos e mortos. Segundo o AFROREGGAE, ONG do Rio de Janeiro, enquanto a polícia da Alemanha mata dois jovens por ano, no Brasil são assassinados 4.000 jovens por ano só pela polícia, uma verdadeira guerra, principalmente contra a juventude negra.
Conclamamos a todas as pessoas que entendem que a juventude pobre, lutadora e sonhadora, na sua grande maioria da periferia, tem direito de se desenvolver cultural, educacionalmente e politicamente e que devem continuar vivendo, que para isso não existam mais assassinos nem mesmo da polícia; que os exterminadores devem acabar para sempre em qualquer parte do mundo. Chamamos a todos e todas, pois, isso só será possível através de uma ação histórica das massas, exploradas e massacradas pelo sistema capitalista sustentado ainda hoje por uma ínfima minoria.
É hora de estudar o socialismo e panejar uma alternativa de futuro e acabar com a exploração dos povos e a morte da cidadania, pois, no capitalismo ninguém é cidadã e ou cidadão. Todos os dias devem surgir novas organizações de jovens na luta contra os aparatos repressivos e de extermínio com um plano e um programa socialista. É hora de agitar com ideias novas e o socialismo, assim como a teoria marxista, é a mãe de todas elas.



Por uma Organização Socialista da Juventude
Organizar encontros, seminários, acampamento, “aquilombamentos”, fóruns, caminhadas, conferências e um Congresso com ênfase na juventude negra, indígena e da periferia, do campo e da cidade.
Construir uma Organização política que lute e que forme a nova geração sobra as bases das experiências e dos estudos, da teoria e da prática, da reflexão e da ação.
Afirmamos sem dúvida que a luta contra o capitalismo requer formação, estudo e discussão em grupo, isto é, estudar, assimilar, aprender, a experiência das vitórias e derrotas, inclusive das gerações que nos antecederam na luta pelo socialismo. A nossa luta de hoje deve se desenvolver sobre as bases e em torno de um programa e de uma estratégia. Não podemos improvisar num momento histórico como esse que vivemos hoje. Boas partes das pessoas estão iludidas e não perceberam nada ainda. No Brasil é proibido falar qualquer coisa contra as ideias de Lula que tem mais de 90% de aprovação, enquanto o próprio governo Obama está em queda livre. Ter novas ideias não é feio e nem pode ser proibido. “É Proibido Proibir”!
Todos nos temos neste mundo o direito de se organizar e de pensar diferente, de publicar e defender nossas ideias e pensamentos que tragam benefícios para a humanidade.
Vamos desenvolver uma organização alternativa ao capitalismo em todas as esferas da rede federal, estadual, municipal e nas particulares. Vamos construir o socialismo unidos com os trabalhadores, negros, mulheres, índios, mestiços, crianças, adolescentes, jovens, adultos e velhos, enfim, com todos aqueles que entendem que o proletariado tem um compromisso social e histórico com a humanidade e que isso só será possível através de uma organização pelo socialismo no campo, na floresta (que ainda resta) e na cidade.
Vamos construir coletivamente a nossa organização em cada escola, em cada instituto, faculdade, centro, associações culturais, de moradia, esportivas e profissionais; em cada bairro, região cidade, aldeia, província e ou estado das federações.
Vamos impulsionar acampamentos de estudos e formação, desenvolver uma campanha de divulgação das ideias socialistas e de filiação e ou recrutamento em todo o território brasileiro, que deve ter sua culminância no decorrer de um ano através de um Congresso/Acampamento, até lá encontros, seminários e conferências são muito importantes.
Divulgação e Agitação com base Socialista
Além dos grupos de estudos e formação socialista para a alternativa à crise que está instalada hoje que pode levar ao fim do capitalismo, é preciso entender que só as ideias novas e empreendedoras podem resolver tudo isso. Não dentro do capitalismo, mas através de uma perspectiva socialista de futuro para a humanidade, que e a organização de todos/as os/as explorados/as.
Em meio a uma crise que se aprofunda só mesmo o socialismo para garantir futuro e esperanças para as pessoas do mundo inteiro. Nós estaremos divulgando e fazendo publicidade das nossas ideias na medida em que elas forem amadurecendo nos grupos, encontros, seminários e na sua organização propriamente dita. E para isso usaremos com intensidade a informática e a internet.
César Augusto do Nascimento Moura
São Leopoldo, 25 de março de 2009.
(TEM CONTINUIDADE DE MAIS 35 PAGINAS MAIS DELIBERAÇÕES E CONCLUSÕES – AGUARDEM!)

Educação, Diversidade Negra e Indígena na Escola de São Leopoldo/RS


A CULTURA NEGRA E INDÍGENA NO CURRÍCULO ESCOLAR
- HIP HOP, Movimento Negro e Políticas de Promoção da Igualdade Racial em São Leopoldo –
(Documento Interno do Movimento Negro)





APRESENTAÇÃO
O Racismo esteve institucionalizado no Brasil da época da colônia, do império e até agora vergonhosamente nos tempos atuais da república. Ainda  é um problema crônico que o Estado brasileiro tem que resolver; conforme o MEC o Brasil de todas essas fases teve ao longo da história uma permissividade no aspecto legal diante da discriminação e o racismo. Deixa que tudo aconteça sem se incomodar e a população negra é a maior vítima desse processo.
O racismo atinge a população negra até hoje de forma institucionalizada apesar das leis. Já no Século XIX, o Decreto nº 1.331, de 17 de fevereiro de 1854, estabelecia que nas escolas públicas do país não fossem admitidos escravos. Poderíamos acreditar que a Lei estivesse dizendo para libertarem os escravos se quisessem que eles estudassem, pois, a escola só aceitaria pessoas em total liberdade. Entretanto, pode ser que a lei fosse interpretada pela sociedade branca como se estas pessoas negras estivessem excluídas desse direito, o de estudar. O Estado brasileiro se omitiu silenciando, provavelmente na interpretação e aplicabilidade de tal decreto. A previsão de instrução para adultos negros dependia da disponibilidade de professores, coisa rara na época. A legislação não foi gratuita, pois havia uma grande pressão social naqueles dias. Ela foi aprovada, mas o estado parece que não teve força para determinar a sua execução ficando só no papel e por conta de um silêncio absoluto.
O Decreto n
 º 7.031-A, de 6 de setembro de 1878, estabelecia que os negros só podiam estudar no turno da noite, porém, diversas estratégias até pouco tempo foram montadas e articuladas para que o negro não estudasse. Até hoje, aprecem em pesquisas inclusive, os negros sendo impedidos de estudar, sempre houve uma articulação branca impedindo sutilmente a população negra de frequentar a escola.
O Brasil de hoje, pela pressão dos movimentos de consciência negra e os movimentos sociais em geral busca efetivar a condição de um Estado democrático de direito com ênfase na cidadania e na dignidade da pessoa humana, contudo, ainda possui uma realidade marcada por posturas subjetivas e objetivas de preconceito, racismo e discriminação ás populações negras e indígenas, que, historicamente, enfrentam dificuldades para o acesso e permanência nas escolas. Apesar da promulgação da Constituição de 1988, o Brasil parece que continua ainda tendo as leis no papel muito bonitas, mas que na prática são todas verossímeis.
A principal técnica social e enquanto metodologia de transformação da sociedade é a educação. Ela é a principal ferramenta do povo, da democracia, da cidadania e dos direitos. É papel da escola de forma democrática e comprometida com a promoção do ser humano na sua integridade, estimular a formação de valores, hábitos e comportamentos que respeitem as diferenças e as características próprias de grupos e minorias. Assim, a educação é essencial no processo de formação de qualquer sociedade e abre caminhos para a ampliação da cidadania de um povo.
As pesquisas feitas pelo Movimento de Consciência Negra Palmares no Vale dos Sinos, universidades e outras instituições de reconhecimento nacional revelam dados que apontam as desigualdades entre brancos e negros na educação, constata-se a necessidade de políticas específicas que revertam o atual quadro. Os números são ilustrativos dessa situação. Vejamos: pessoas têm o menor número de anos de estudos do que pessoas brancas (4,2 para negros e 6,2 anos para brancos); na faixa etária de 14 a 15 anos, o índice de pessoas negras não alfabetizadas é 12% maior do que o de pessoas brancas na mesma situação; cerca de 15% das crianças brancas entre 10 e 14 anos encontram-se no mercado de trabalho, enquanto 40,5% das crianças negras, na mesma faixa etária, vivem essa situação.
Em são Leopoldo, um grupo de “militantes”, geralmente da Articulação e da DS do PT e avulsos do PCdoB, se autoproclamaram movimento negro e estabeleceram uma relação clientelista e patrimonialista com os homens do poder. Essa relação extrapola a inoperância do estado, pois, permite que o gestor público estimule a disputa interna desses grupos atrasando dessa forma as políticas publicas de promoção da igualdade racial para a população negra e indígena, ente outras.
O gestor público local enquanto um dos atores sociais desse processo deve abandonar o clientelismo e o patrimonialismo eleitoral e político-partidário e executar as políticas, que passe a redefinir o papel do Estado como propulsor das transformações sociais, reconhecendo as disparidades entre brancos e negros em nossa cidade e a necessidade de intervir de forma positiva, assumindo o compromisso de eliminar as desigualdades raciais, dando importantes passos rumo à afirmação dos direitos humanos básicos fundamentalmente das populações negra e indígena da nossa cidade.
A Lei Federal sancionada em março de 2003, nº 10.639/03-MEC, que altera a LDB (Lei Diretrizes e Bases) e estabelece as Diretrizes Curriculares para a implementação da mesma. A 10.639 institui a obrigatoriedade do ensino da História da África e dos africanos no currículo escolar do ensino fundamental e médio. O desenvolvimento dessa lei nas demais esferas da administração pública deve ser iniciativas dos agentes de governo, pois, resgata historicamente a contribuição de negros e negras desde o princípio na construção das riquezas e dos bens econômicos e culturais e na formação da sociedade leopoldense, gaúcha e brasileira.
O Movimento de Consciência Negra Palmares, juntamente com outras entidades, instituições, universidades e escolas da Região do Vale dos Sinos elaborou e tencionou junto ao legislativo da cidade a aprovação das seguintes leis: Lei nº 6.116 de 14 de dezembro de 2006 – que estabelece a obrigatoriedade da inserção das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino e Cultura Africana e Afro-brasileira no Sistema de Ensino, no âmbito do Município de São Leopoldo, conforme Lei Federal 10.639.
Outras leis foram impulsionadas no município e acaram influenciando em toda a região aumentando dessa forma a agenda do M.C.N. Palmares junto à instituições, tais como, Universidades, Institutos, Centros, Escolas, Prefeituras, Câmaras de Vereadores, Igrejas, ONGS, etc. Entre os projetos e leis apresentados destacamos: Lei nº 5.784 de 2 de dezembro de 2005 – que estabelece o percentual de 12% das vagas nos concursos públicos municipais de São Leopoldo para afrodescendentes; Lei nº 5.900 de 7 de abril de 2006 – que cria a Coordenadoria Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (COMPPIR), que tinha status de secretaria e que depois sob influências de um grupo de oportunistas foi diminuída para uma Diretoria de terceiro escalão e agora é apenas uma Assessoria do gabinete do prefeito, tutelada e submissa; Lei nº 5.902, 07/04/2006 – cria o Conselho de Promoção da Igualdade Racial; Lei nº 5.899, 07/04/2006 – institui no município a Semana Municipal da Consciência Negra; Lei nº 5.901, 07/04/2006 – estabelece a obrigatoriedade de inserção da disciplina de Relações Raciais no currículo de formação da Guarda Municipal de São Leopoldo.
O governo federal cria uma secretaria especial de políticas de promoção da igualdade racial no dia 21 de março de 2003, Dia Internacional Contra a Discriminação Racial com status de ministério e institui as diretrizes da política nacional de promoção da igualdade racial, prática essa que poderia ser desenvolvida aqui se não fosse o pragmatismo e atraso políticos dos governantes daqui. O executivo local perdeu e todos nós que lutamos por direitos, democracia e igualdade perdemos também juntos a oportunidade de colocar a questão racial na agenda da cidade dado a importância das políticas afirmativas para a democracia numa cidade que tem gente negra para todo o lado, aldeia indígena e acampamentos indígenas em toda a região. O grupo que exauriu a COMPPIR não atendeu na disso, não se inteirou, passou indiferente e o executivo concordou, não viu nada ou não quis ver. Tudo o que deveria ser feito era dialogar sem preconceito, sem discriminar e sem ser indiferente, atuar de forma democrática, descentralizada e transversal.
O principal objetivo do gestor público deve ser de enfatizar a democracia e a cidadania, promover alteração positiva na realidade vivenciada pela população negra e trilhar rumo a uma sociedade democrática, justa e igualitária, revertendo os perversos efeitos de séculos de preconceito, discriminação e racismo sobre as populações negras e indígenas.
Este documento defende as organizações negras e é contra a opinião de que “os negros são desorganizados”, que “vivem brigando entre si”; isso acontece com uma minoria, uma micro pequena-burguesia negra que vende a alma por migalhas e privilégios. O povo negro é organizado, sério e de resistência.
Se os governantes locais desejam fazer uma política séria e puder passar para a história um pouco aliviado das atrocidades praticadas contra a população negra desta cidade é estabelecer relações com instituições como o Movimento de Consciência Negra que tem um histórico na África do Sul (Steve Biko e Mandella), na França (onde participou Gilberto Gil) e no Brasil, tendo surgido no RS na década de 1950, liderado por Oliveira Silveira. O principal instrumento para isso é estabelecer uma relação com os movimentos sociais para que elaborem e encaminhem diretrizes que nortearão a implementação de ações afirmativas no ãmbito da administração pública municipal. Está chegando a copa de 2014 e nós precisamos qualificar a juventude negra para atuar nesse processo. Não é o concurso de negro mais lindo ou de negra mais linda que vai dar emprego para essa juventude na copa de 2014; o que vai garantir uma boa colocação será a sua qualificação profissional.
Este documento vem na rede da democracia estimular e ascender a conversa sobre as políticas de promoção da igualdade racial em São Leopoldo que estão abatidas. Se for necessário começaremos tudo de novo. Nunca é tarde para recomeçar. Nunca vamos nos curvar e nem beijar a mão dos donos do poder. Se isso for uma condição continuaremos “antipáticos” e “sem trânsito” com essa gente que só nos trai humilha e sobe nas nossas costas, porém nunca arredaremos pé da possibilidade de diálogo. Sempre defenderemos a liberdade de expressão de pensamento e de ideias. O negro também tem o direito de dar opinião e criticar as coisas que estão sendo feitas. O negro tem o direito também de ir e vir dos lugares e poder defender suas ideias e pensamentos em qualquer lugar. Sem sofre violência física, simbólica e ou psicológica. (SEPPIR. 2005: 5-8)
Pela liberdade de pensar, de ter opinião, pela democracia, honestidade e verdade – Viva a Consciência Negra – Viva, Dona Francina, Raquel – a Poetisa Keli – Nara Suzana, Maria Odete, Tânia, Lurdes, Bispo Tutu, Sabotagem, Rapping Hood, Racionais MCs, Steve Biko, Mandella e Gilberto Gil.




PREFÁCIO
“Na luta contra o racismo, o silêncio é omissão”
(Jacques D’Adesky)
Nos últimos tempos a luta contra o racismo têm sido muito difícil devido ao “cala-boca”  que algumas lideranças da micro pequena-burguesia negra  recebe em são Leopoldo.  Cargos insignificantes de 3º e 4º escalão, as vezes até estágios na administração publica local e somente isso. As ações do movimento negro que deseja todo o tempo fazer a formação da cultura negra nas escolas, secretarias, departamentos e autarquias não consegue colocar nenhum negro e nenhuma negra nos cursos de Pós-Graduação: especialização, mestrado e doutorado das universidades da região.
Estamos ás portas da copa do mundo de 2014, enquanto está todo mundo se qualificando e se profissionalizando para atuar no grande evento cujas contratações começam agora, a juventude negra está alienada dentro de um concurso que ocorre uma vez por ano para ver quem é o mais bonito. Outros estão maravilhados em poder entrar no Orfeu, um clube decadente da cidade do tempo do império. Não existe politica de inclusão, emprego, trabalho e geração de renda para a juventude negra e mestiça na cidade.
O órgão que deveria elaborar políticas para a juventude negra virou um instrumento de festas, concursos de beleza, eventos carnavalescos e nada que promova a inclusão social da juventude negra. Nenhuma politica de trabalho e geração de renda, nada de empreendedorismo social e de cidadania, nada de convênios com as universidade e escolas de cursos técnicos, nada sobre o ENEM e o PROUNI. Esta administração está passando em branco em relação às políticas para a juventude negra.
Não sei como pretendem resolver isso, pois, agora o gabinete do prefeito vai patrocinar mais uma corrida aos cargos e não é no secretariado, no primeiro escalão. Tem uma assessoria lá em baixo, de promoção da igualdade racial, que não tem nem CC, conforme o prefeito, pois o negócio está sob a mira do tribunal de contas. Mesmo assim eles vão se digladiar por isso, para ver quem é mais “simpático” aos olhos da elite de governo toda de pele clara e de feições ariana. O governante já colocou os seus mocambos e mucamas fazerem o serviço de “puxa saco”, entre eles tem os que se dobram e se curvam e os que falam grosso e dividem a meia culpa com os brancos, seus sacerdotes, seguidores e fiéis.
A luta é maior do que pensam aquelas pessoas séria que não estão aí só para ganhar migalhas da mesa no momento mas que sonham com uma cidade e um mundo melhor no futuro. Sem racismo, sem exploração, sem hipocrisia e sem bandidos no poder. Aliás, precisamos acabar com o poder, com a política sem vergonha e capitalista e construir uma alternativa socialista, com igualdade de direitos e respeito.
Apesar de tudo, avançamos na garantia dos direitos através da legislação e da cultura de uma nova cidade e de uma nova sociedade, onde aqueles e aquelas que sempre viveram estereotipados (as) e à margem dos benefícios sociais possam respirar aliviados, pois, existem muitas pessoas sérias no movimento negro que está fora das manipulações dos chefes e donos da política, e também não compactua com os bajuladores que nas épocas boicotam as candidaturas negras e se lambuzam com as benesses das brancas, fazendo a farra com o dinheiro jogado sem nem saber de onde vem.
Infelizmente a sociedade nega ainda o direito de redenção e protagonismo das populações negras, inclusive gestores públicos que promovem a exclusão com requintes de crueldade.
Sabemos, no entanto, que o combate às discriminações e ao racismo, sobretudo no âmbito escolar e da juventude é uma questão vital, principalmente hoje que ditaduras criminosas e governos incompetentes estão caindo por todo o mundo. É preciso mais do que saber e lutar. É chegada a hora de a discussão ultrapassar o âmbito institucional – senão o movimento vai sempre ficar a refém de articuladores de estilos nazistas/fascistas. É preciso levar a discussão para as ruas, praças, escolas e sociedade em geral, de maneira que se possa formular um projeto educacional que tenha tópicos transversais que mobilize as diretrizes e ações dos diferentes seguimentos sociais nesse processo.
Precisamos formatar um projeto educacional sério e de respeito que seja orientado por que tenha habilidade, competência e conhecimento. Não podemos deixar essa tarefa para qualquer “fanfarrão” de gabinete. A escola tem que ser um lugar protegido e sagrado. É preciso construir um amplo debate na comunidade escolar, onde o protagonismo dos educadores (as), isto é professores e professoras do movimento negro que tenham demostrado desde a sua graduação interesse pela luta e redenção das populações negras deste país.
As crianças, a escola e o currículo escolar, integram um processo e um Projeto Político Pedagógico que merece toda a atenção e carinho do movimento negro. As pessoas mais competentes e com formação adequada pedagogicamente serão indicadas pelo movimento para realizar essa tarefa tão importante. Que o trabalho seja holisticamente falando, solidário e generoso com a promoção da igualdade racial com o protagonismo das culturas negras e indígenas; que não reflita apenas a vontade de uma minoria que simplesmente desconsidera a cultura negra e ou indígena e que está no processo só para ganhar dinheiro, mas que respeite a luta dos povos e nações, a evolução dos movimentos da juventude, entre outros, o movimento feminista, a mulher negra e indígena, a questão dos gays e lésbicas e assim por diante.
Este texto vem sem rodeios, de quem que não é branco e nem franco; mas é direto e objetivo sem firulas – o momento é sério, importante e vital para o movimento negro – Então vem com este propósito: subsidiar, intensificar e chacoalhar a luta do movimento na condução de um tema de fundamental importância para qualquer cidade e ou lugar que tenha como horizonte o respeito por todos e todas e a justiça social.
A audiência pública (23/03/2001) promovida pela vereadora Dolores de São Leopoldo que num primeiro momento tinha o objetivo de promover uma reflexão sobre o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. Teve desdobramentos interessantes. ““Após algumas personalidade fazerem a costumeira “meia culpa”, chegou a vez dos negros dizerem que “eles também são culpados”,” por não se organizarem”  e por “ficarem brigando entre eles”. Foi um retrocesso enorme, pois, teve negro dizendo estar dando “puxão de orelha” no “movimento negro” e outros dizendo que “aceitavam os puxões de orelhas”. É bom lembrar que essa história de “orelha” é triste e complicada, pois, o ato dos ativistas do gabinete da vereadora fez relembrar um fator dramático para negros e índios em Santa Catarina, Paraná e RS algum tempo atrás, pois, os Capitães do Mato e os Bugreiros, quando não conseguiam levar suas presas por motivos de morte e assassinato eles cortavam as orelhas das vítimas e levavam para receber o pagamento  dos seus patrões e donos.
Esperamos que todos e todas tirem o melhor proveito deste texto e no final da leitura tenha em mente a importância do debate e o importante significado da palavra LIBERDADE DE EXPRESSÃO; o negro também tem o direito de opinar sobre as coisas do mundo e do cotidiano, tem direito de pensar e publicar as suas ideias. Este texto é importante para a democracia, para o debate dos movimentos sociais, a igualdade de direitos que evidentemente passa pela igualdade de oportunidades, independente de cor, raça, gênero, orientação sexual, credo e pensamento e partido político.


INTRODUÇÃO
O Brasil é um país multicultural, de uma composição étnico-racial tão linda que se destaca no cenário mundial. Nossa gente mestiça usufrui de uma diversidade cultural e socioambiental sem precedentes na história da humanidade. Entretanto, isso aqui era bem melhor antes da chegada do elemento europeu há 500 anos. Nossas relações hoje são complexas como em qualquer lugar do mundo onde existe o capitalismo, um sistema político de opressão, disputa, competição e exploração.
A fenomenal desigualdade social no Brasil tem cor e nome, chama-se população negra e indígena. Em agosto de 2001 em Durban na África do Sul

CONTINAREI ESCREVENDODEPOIS DAQUI....
HAVERÁ COMPLEMENTO ENFATIZANDO A CULTURA LOCAL E A PRESENÇA DO ÍNDIO.

ACEITA-SE COLABORAÇÕES!

 É POSSÍVEL INCLUIR A CULTURA NEGRA NOS CURRÍCULOS ESCOLARES?
A professora Azoilda Loretto da Trindade – mestre em educação e coordenadora do projeto Diálogo entre os povos/RJ – veio contribuir com a nossa reflexão e principalmente dos diferentes atores sociais envolvidos nesse processo que o movimento negro tem como ponto de partida a Lei 10 639/2003, que o gestor público deve estar preocupado também, com as diretrizes nacionais das Políticas de Promoção da igualdade Racial, que inclui principalmente as populações negras e a indígenas, do campo, da floresta e da cidade.
A professora Azoilde faz questão de dizer de onde parte a sua fala e a sua letra: “negra, professora de classes de alfabetização.... (O TEXTO VAI CONTINUAR, POIS, SERÁ PUBLICADO UM LIVRO PARA REFLEXÃO INTERNA DO MOVIMENTO NEGRO NA EDUCAÇÃO)

terça-feira, 1 de março de 2011

Aula de Filosofia

Karl Marx - O Filósofo


Compartilhar por E-mail Compartailhar no Orkut 03.10.2008



Autor e Co-autor(es)

Autor ROSANGELA MENTA MELLO TELEMACO BORBA - PR WOLFF KLABIN CE E FUND MED NOR E PROF

Co-autor(es) EZIQUIEL MENTA

Estrutura Curricular

Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema

Ensino Médio Filosofia História da filosofia

Dados da Aula

O que o aluno poderá aprender com esta aula

Conhecer a vida e obra de Karl Marx, sua importância para a atualidade, destacando alguns conceitos importantes de sua obra. Dado um conjunto de informações sobre a vida e obra de Karl Marx, contextualizar e ordenar os eventos registrados, compreendendo a importância dos fatores sociais, econômicos, políticos ou culturais para a formação das sociedades.

Duração das atividades

2 aulas

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Revolução Francesa e Revolução Industrial.

Estratégias e recursos da aula





"A história de toda a sociedade até hoje tem sido a história das lutas de classe."



(Karl Marx)





Iniciar as atividades dialogando com os estudantes, no sentido de registrar o que os alunos sabem sobre Karl Marx. Neste primeiro momento é importante que o Professor estimule a turma para que participe e faça o registro das concepções dos alunos sobre o tema proposto. A seguir, Professor, anote quais as curiosidades que os estudantes possuem sobre o tema e o que gostariam de discutir?













Diante das questões levantadas pela turma, irão surgir várias idéias sobre Marx. É importante neste momento, que o professor faça um desafio, ou seja, é a criação de uma necessidade para que o educando, através de sua ação, busque o conhecimento e estabeleça uma relação com os que já possuem.



Sugestões de questões que podem ser colocadas no quadro de giz para incentivar a turma sobre o tema:



• Dimensão filosófica: Quem foi Karl Marx? Quais foram suas principais idéias? Que contribuições Karl Marx trouxe para o mundo contemporâneo?

• Dimensão histórica: Em que época viveu? Qual o contexto histórico de sua vida?

• Dimensão social: Qual a relação da obra de Marx e o trabalho?









Atividade 1:





Passe este pensamento no quadro de giz:







"Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência."



(Karl Marx)





Vamos discutir esse pensamento de Marx:



Quem concorda com ele?

O que o levou a concordar ou discordar?

A sociedade influencia nossa forma de pensar ?

O homem é um ser construído socialmente? Ele influi na construção de um modelo de sociedade?



Atividade 2:



Mais alguns pensamentos de Marx:







"Nem sempre podemos abraçar a profissão para a qual acreditamos estar preparados; nossa posição na sociedade está em certa medida definida antes que tenhamos condições de determiná-la ".

"A natureza do homem é de tal maneira que ele não pode atingir a própria perfeição senão agindo para o bem e a perfeição da humanidade".





Diante das idéias levantadas, podemos perceber como Marx compreendia a importância das relações de poder para a humanidade. Para entendermos como Marx chegou a esta e outras idéias, vamos pesquisar sobre sua vida e obra.







Quais foram suas principais idéias e obras?

Que contribuições as idéias de Karl Marx trouxeram para o mundo contemporâneo?

Em que época viveu? Qual o contexto histórico de sua vida?

Qual a relação da obra de Marx e o conceito de trabalho que propõe?













A pesquisa poderá ser realizada utilizando recursos on-line tais como:





Sites gerais:



Cultura Brasileira: http://www.culturabrasil.pro.br/marx.htm

Comunismo: http://www.comunismo.com.br/biomarx.html

Mundo dos Filósofos: http://www.mundodosfilosofos.com.br/marx.htm



Seleção de pensamentos de Marx:



Frases famosas: http://www.frasesfamosas.com.br/de/karl-marx/pag/2.html

Pensador.Info: http://www.pensador.info/p/principais_pensamentos_filosoficos_de_karl_marx/1/





Atividade 3:









Vamos assistir a este vídeo que apresenta a vida de Karl Marx e iniciar as discussões sobre os assuntos pesquisados pelos estudantes, utilizando uma técnica de apresentação.



O site Youtube apresenta, pelo menos, 140 vídeos que abordam sobre Karl Marx. Selecionamos este para iniciar as atividades, disponível em: http://br.youtube.com/watch?v=2jDzEaED9To&eurl=http://www.viuvideos.com/video/2jDzEaED9To/karl-marx

















Fonte: http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2008/03/marx2.jpg











O professor coordenará a atividade.

Os grupos deverão eleger o seu representante para apresentar a pesquisa.

O professor dividirá os temas da pesquisa entre os grupos, para que não se torne repetitiva a apresentação, de forma que cada grupo terá um aspecto da vida e obra de Marx para apresentar.

É importante que seja combinado, antecipadamente, o tempo de cada expositor e em que momento os demais estudantes da classe participarão (após cada expositor ou no final da exposição de todos os grupos).

O professor inicia a atividade passando a palavra para o primeiro expositor e assim sucessivamente. Os demais deverão anotar os aspectos importantes para a discussão, conforme acerto anterior.

Abre-se um espaço para discutir as idéias, conforme o combinado.

Após o término das discussões o professor faz uma síntese de cada tópico apresentado e das principais idéias da turma. É importante que neste momento seja apresentado um contraponto das discussões com a apresentação do vídeo.

Recolher as pesquisas, fazendo a revisão do texto que será utilizado na composição do informativo.











É chegado o momento em que o aluno expressa os conhecimentos encontrados para a problematização inicial. Passaremos a elaboração teórica da síntese, isto é, da nova postura mental. Os estudantes deverão elaborar um texto dissertativo que expresse suas reflexões sobre o tema proposto. Sugira alguns pensamentos de Marx para incentivar a reflexão:







"Do mesmo modo que não podemos julgar um indivíduo pelo que ele pensa de si mesmo, não podemos tampouco julgar estas épocas de revolução pela sua consciência, mas, ao contrário, é necessário explicar esta consciência pelas contradições da vida material, pelo conflito existente entre as forças produtivas e as relações de produção."



(Karl Marx)







Para sintetizar o que seu amado amigo pensava sobre Marx, Engels proferiu uma emocionada oração fúnebre (COMUNISMO, 2008):







"Marx era, antes de tudo, um revolucionário. Sua verdadeira missão na vida era contribuir, de um modo ou de outro, para a derrubada da sociedade capitalista e das instituições estatais por estas suscitadas, contribuir para a libertação do proletariado moderno, que ele foi o primeiro a tornar consciente de sua posição e de suas necessidades, consciente das condições de sua emancipação. A luta era seu elemento. E ele lutou com uma tenacidade e um sucesso com quem poucos puderam rivalizar. Marx foi o homem mais odiado e mais caluniado de seu tempo. Governos, tanto absolutos como republicanos, deportaram-no de seus territórios. Burgueses, quer conservadores ou ultrademocráticos, porfiavam entre si ao lançar difamações contra ele. Tudo isso ele punha de lado, como se fossem teias de aranha, não tomando conhecimento, só respondendo quando necessidade extrema o compelia a tal. E morreu amado, reverenciado e pranteado por milhões de colegas trabalhadores revolucionários - das minas da sibéria até a califórnia, de todas as partes da europa e da américa - e atrevo-me a dizer que, embora, muito embora, possa ter tido muitos adversários, não teve nenhum inimigo pessoal"

















A vida e obra de Karl Marx é um tema que merece ser discutido e entendido por todos. É muito importante, neste momento, que cada indivíduo faça uma reflexão sobre os temas estudados e eleja o que considera mais relevante, sobre este autor. Sugerimos que sejam registrados no formato de um informativo da vida, obra e contribuições de Marx, para ser afixado no edital da escola. (esta atividade pode ser realizada em grupos, mas agora organizados de tal forma que o novo grupo tenha participantes de todos os grupos da pesquisa anterior).













Toda a atividade precisa ser acompanhada, no sentido de percebermos o nível de aprendizagem e de elaboração de conceitos diante do tema proposto. Oriente o estudante para ler atentamente a ficha abaixo de auto-avaliação e indique o nível em que se enquadra. É opcional colocar valores em cada nível.



COMO VOCÊ, SITUA-SE DIANTE DAS SEGUINTES QUESTÕES?



















COMUNISMO. Karl Marx. Disponível em http://www.comunismo.com.br/biomarx.html , acessado em 31/08/08.

FRASES FAMOSAS. Karl Marx. Disponível em http://www.frasesfamosas.com.br/de/karl-marx.html, acessado em 07/09/2008







Recursos Complementares

Roteiro de pesquisa para aprofundamento de conteúdos. Karl Marx: biografia intelectual e política; alienação; materialismo e o processo histórico; o capital e a exploração; classes sociais e luta de classes; o Estado e o fim do político.

Avaliação

A avaliação também será realizada no decorrer das atividades, inicialmente observando a formação de conceitos dos estudantes, analisando seus questionamentos e intervenções, procurando, através do diálogo, perceber se houve apropriação dos conteúdos propostos e uma mudança de postura frente aos problemas levantados, no que se refere à superação de idéias do senso comum para a dimensão filosófica. O professor acompanhará fazendo leitura das produções dos estudantes, sugerindo as intervenções necessárias, incentivando leituras e a retomada de conteúdos, se necessário. Sugerimos que as dissertações produzidas sejam trocadas entre os alunos, para a leitura das produções dos colegas, de tal forma que cada um possa contribuir com o outro, apresentando sugestões para melhor compreensão do texto. É um ótimo momento para se trabalhar a produção colaborativa. A seguir o professor poderá recolher os textos para fazer as suas intervenções.